Meio&Mensagem


6 de abril de 2018 - 12h00

Créditos: 4kodiak/iStock

“Não, comercial não!”. É assim que meu filho de 6 anos reage quando começa um comercial no Youtube. Imediatamente ele pressiona o tão temido e debatido botão “Skip Ad”, respira aliviado e volta à sua programação normal.

A situação ficou tragicômica num raro momento em que ele assistia à TV linear. Quando entrou o intervalo, pegou o controle e me perguntou: “Papai! Como pula isso?”.

Acredito que a situação não seja incomum para quem tem filhos pequenos em casa. O debate sobre o tema não é novo, mas é sempre interessante participar de conversas como a que aconteceu no primeiro dia da Rio2C. André Kassu, Guilherme Jahara, Rafael Urenha e Renata Leão nos fizeram pensar e lembrar que, entre outras coisas, o desafio de entreter sempre existiu. Os formatos mudaram por completo. O nobre, hoje, é encontrar a audiência e, mais importante do que a originalidade do discurso, é o diálogo verdadeiro e relevante que as marcas devem ter com as pessoas.

Voltando para essa geração cheia de opções e controle sobre o quê, como e quando consumir, cito novamente o meu filho. Sua brincadeira favorita é inventar e contar histórias. Aventuras que misturam Ladybug com dinossauros, robôs de um app com os nomes dos amigos da escola, personagens de filmes misturados com viagens de família…. Enfim, é que nem o novo filme de Spielberg, Jogador Nº 1, tudo é possível, tudo é valido e quanto mais, melhor.

Assim como as histórias, as marcas devem emocionar, envolver, convidar e fazer sentido para a vida das pessoas. O break deve ser mais um espaço de entretenimento, uma continuidade para o conteúdo que elas buscam. Precisamos, de fato, estar disponíveis e valorizar o tempo do público.

O desafio é gigantesco e não para de crescer, mas as possibilidades também nunca foram tão grandes.

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