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Chega de falar sobre o futuro da relação entre música e marcas

As partes já entenderam que esse futuro já chegou e se tornou um presente efervescente, que movimenta cada vez mais dinheiro, atraindo a atenção de fãs e consumidores igualmente

Salvador Strano
5 de abril de 2018 - 11h04

Créditos: StationaryTraveller/iStock

Há alguns anos a discussão sobre o mercado de music branding, ou seja, a relação entre marcas e música, ganhou os holofotes e quase todos os eventos que discutem sobre inovação e tecnologia traziam painéis sobre o assunto, quase sempre o colocando como algo em um futuro condicional. Mas parece que as partes já entenderam que esse futuro já chegou e se tornou um presente efervescente, que movimenta cada vez mais dinheiro, atraindo a atenção de fãs e consumidores igualmente. Ficou claro aqui na Rio2C que todos os painéis que tratam do assunto vêm cada vez mais falar de resultados e benefícios, mas não de projeções.

Em um momento socialmente crítico como o que vivemos, onde cada movimento de mercado deve ser friamente calculado, as marcas entenderam que encontram nos artistas uma forma de legitimar suas ações e criar uma conexão sincera com os seus consumidores. Já os artistas, por outro lado, entenderam que existe uma enorme diferença entre trabalhar em conjunto com uma marca e “se vender”, como alguns gostam de dizer. O dinheiro importa, mas como a rapper Karol Conka disse no painel “Artista Como Marca”, na primeira noite do evento, nem sempre (e cada vez menos) ele vem em primeiro lugar. Ganhar milhões por uma campanha sem nenhuma ligação com a sua carreira ou que traga algo de relevante pode ser importante para o momento, mas lá na frente a conta vai chegar, e aí é bom ter uma parte desses milhões guardada.

Ao trazer alguns dos resultados da última campanha da Coca-Cola, que criava uma competição entre os artistas mais populares do Brasil, Francesco Cebó, diretor de comunicação integrada em marketing da empresa no Brasil, relatou que o resultado foi ainda melhor do que o esperado, com virais criados pelos fãs de forma espontânea e uma verdadeira batalha em redes sociais entre os artistas que tinham seus rostos estampados nas latas. É a prova de que quando a escolha dos artistas é bem-feita e a campanha é planejada para utilizar o que eles têm de melhor, o sucesso quase sempre é garantido.

A impressão que fica é que marcas e artistas entenderam que precisam, e muito, dessa união, desde que ela seja sincera. Apesar do crescimento das fake news, uma relação falsa entre os dois fica muita clara para o consumidor que passa a ver com maus olhos a tentativa de forçar algo que não existe de verdade. E isso acontece agora, no presente. Vamos ter que achar uma outra parte dessa cadeia para discutir o futuro nos próximos eventos.

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