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O entretenimento precisa de grandes marcas

A marca pode até ser um gatilho dentro de uma história, mas ela passa a ser coadjuvante – e a medida de sucesso com a audiência pode justamente estar aí


6 de abril de 2018 - 14h53

Créditos: reprodução

Depois de três dias subindo muitas escadas e andando pela Cidade das Artes, conhecendo pessoas das mais variadas atividades, cheguei a algumas reflexões:

Tem muita gente querendo contar histórias. Entre um chororô e outro, ouvi bons argumentos, boas ideias. Conversei com uma turma que faz isso há muito tempo e também com gente que chegou há menos tempo, vindos de outros mercados (assim como eu). Há problemas, barreiras e dificuldades, mas, definitivamente, há muita energia concentrada – e estou otimista com o crescimento dessa indústria pelos anos que estão por vir. A proliferação de novas telas, com novos formatos e narrativas demandadas pelos consumidores são fatos mais do que comprovados. A explosão desse barril de pólvora é uma questão de tempo, mas o pavio está aceso…

O principal desafio para acelerar esse crescimento é obviamente financeiro. É uma complexa cadeia de valor, que passa pelo MinC e pela Ancine, evoluindo leis de incentivo, tentando desburocratizar o processo, reduzindo timings, etc. Em vários painéis que eu assisti pude comprovar que a agenda dessa gestão é positiva, séria e comprometida com todo o ecossistema de produção cultural no Brasil.

Um outro viés de geração de valor é a criação de histórias que possam ser exportadas para diversas regiões do mundo pelos grandes exibidores, nas mais diversas plataformas. O discurso de alguns dos principais broadcasters foi bem consistente nesse sentido. Eles querem boas histórias e estão cada vez mais investindo nisso. Esse é o grande foco, pois a briga pela audiência passa por boas histórias (factuais ou ficcionais). A demanda para as produtoras independentes é um fato.

O quarto ponto tem a ver com a iniciativa privada. Definitivamente, as marcas têm o superpoder de revolucionar esse mercado, investindo na produção de narrativas não intrusivas. Fazendo um paralelo com o mercado publicitário, é absolutamente possível apostar que haverá alguma migração de recursos financeiros nesse sentido. Afinal, as marcas precisam e sempre precisarão estar conectadas com os seus consumidores, onde quer que eles estejam.

Talvez seja uma questão de desenhar objetivos bem claros – de forma que o entretenimento possa construir valor estratégico para as marcas; ou talvez seja apenas uma questão de sair da zona de conforto e arriscar um pouco mais, sem tanto controle e apego às regras criadas para narrativas onde a marca é a protagonista, como na publicidade. No entretenimento, a marca pode até ser um gatilho dentro de uma história, mas ela passa a ser coadjuvante – e a medida de sucesso com a audiência pode justamente estar aí.

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